A figura de Maria Madalena desde o início da era cristã é alvo de discussão entre cristãos e não cristãos. Grande parte disso, no entanto, se deve a interpretação bíblica acerca de quem seria, de fato, a mulher descrita nas passagens de Lucas 7:37 e João, capítulo 8, do versículo 1 ao 11. Desde então, Maria Madalena foi associada à “mulher adúltera” e a “mulher pecadora”, causando bons debates teológicos entorno do assunto.

O que se sabe, de fato, com base na descrição bíblica e não em suposições alheias, é que Maria Madalena, cujo sobrenome é uma referência a uma cidade na costa sudoeste do Mar da Galileia chamada “Magdala”, é uma das mulheres que foram curadas de doenças e espíritos malignos por Jesus Cristo, conforme está escrito:

“Depois disso Jesus ia passando pelas cidades e povoados proclamando as boas novas do Reino de Deus. Os Doze estavam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, chamada Madalena, de quem haviam saído sete demônios; (Lucas 8:1,2).

A partir de então, Maria Madalena se tornou uma das seguidoras de Jesus Cristo, ao que parece, acompanhando Ele e os Apóstolos durante todo o seu Ministério. A Bíblia relata ela presente em momentos cruciais, como o julgamento e tortura de Cristo, assim como na crucificação, junto de Maria. Foi ela também a primeira testemunha da ressurreição.

O novo filme sobre Maria Madalena, portanto, deve explorar os aspectos da caminhada de Madalena junto com o Senhor. Devido ao aumento da ênfase feminista dentro das igrejas e no ensino teológico, é provável também que o filme retrate a personagem numa posição de destaque em relação aos Apóstolos, bem como a insinuação de que ela e o Cristo teriam tido um relacionamento amoroso, algo descartado pela Bíblia.